Santa Catarina, que disputa com o Paraná a vergonhosa
posição de Estado brasileiro mais reacionário, quer com uma mera lei estadual
anular a vigência em território catarinense das leis federais número 12.711/2012 (que
regulamentou o regime de cotas no ensino superior), 12.990/2014 (idem
em concursos federais), bem como da Nova Lei de Cotas.
Esta última, sancionada em junho de 2025, renovou e
ampliou as cotas em concursos federais para 30% das vagas, incluindo negros,
indígenas e quilombolas.
A Ordem dos Advogados do Brasil entrou
nesta 2ª feira com uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo
Tribunal Federal, pedindo a imediata suspensão da lei que proibiu a
adoção de cotas e outras ações afirmativas em instituições de ensino de SC.
A entidade aponta que tal legislação estadual, aprovada
na semana passada, é totalmente inconstitucional, por afrontar princípios da
Constituição como a proibição de retrocessos sociais, a autonomia universitária
e até o pacto federativo.
Como o governo federal já promulgou leis que instituem o
sistema de cotas, incluindo o Estatuto da Igualdade Racial, o
governo estadual jamais conseguiria derrubar esses mecanismos.
Na verdade, a iniciativa do Legislativo catarinense não
passa de uma provocação direitista, sem chance nenhuma de atingir seu
objetivo.
(por Celso Lungaretti)







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