Nem quinze dias se passaram desde a última reforma administrativa, e o prefeito Mário Galinho já prepara uma nova troca no secretariado. O movimento escancara uma gestão que, desde o início do mandato, tem demonstrado dificuldade para definir prioridades, montar uma equipe estável e imprimir um ritmo consistente à administração.
O que deveria ser uma medida excepcional transformou-se em rotina. As constantes mudanças no primeiro escalão passam a impressão de improviso e revelam que as escolhas feitas anteriormente não produziram os resultados esperados. Em vez de fortalecer o governo, as sucessivas reformas alimentam a percepção de que o prefeito tenta apagar incêndios criados pela própria falta de planejamento.
A administração atravessa um momento de forte desgaste político e administrativo. A incapacidade de consolidar um secretariado em tão pouco tempo ratifica uma crise de comando que se reflete diretamente na máquina pública e na execução das políticas municipais.
Enquanto o governo reorganiza cadeiras, a população continua aguardando respostas para problemas que permanecem sem solução. A troca de secretários, por si só, dificilmente resolverá uma administração que parece ter perdido o rumo antes mesmo de encontrar um caminho.
Se confirmada, a nova reforma será mais um retrato da instabilidade que marca o governo Mário Galinho: um mandato que segue em busca de direção, enquanto o tempo passa e os desafios do município se acumulam.

