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quinta-feira, 23 de março de 2017

“Sonho feito de brisa, vento vem terminar...”

Com um sistema podre e uma crise que exalava ares de insuportável odor, fruto de males sociológicos de administrações que a antecederam. Foi assim que a prefeita Maristela Sena assumiu, no dia primeiro de janeiro a então nebulosa, Piranhas. Enquanto a maioria dos gestores que assumiu as prefeituras reclamava de herança maldita deixada pelos seus antecessores e se apoiavam nesse jargão para escusarem-se de suas inabilidades administrativas, Maristela demonstrou habilidade e perspicácia administrativa e hoje governa contendo extravagâncias e com a colaboração solidária dos munícipes.

Se a indignação ensina a não aceitar as coisas como estão, a coragem ensina a mudá-las. Foi pensando assim que a prefeita de Piranhas saldou os débitos e equilibrou as contas públicas. Apesar de não ser nenhuma Riviera Francesa, a cidade hoje desfruta de um enorme contingente turístico que aquece sobremaneira sua economia.

O triunfo da prefeita Maristela se escuda, basicamente, em dois fatores: retidão com a coisa pública e apoio popular. Os incontáveis desmandos que convergiram na desordem administrativa que antecedeu a prefeita foi o fator primordial para que ela tivesse respaldo popular. O povo apostou nela como tábua de salvação.   

Após inúmeros desacertos, Piranhas vive hoje um período de relativa tranquilidade dada a instabilidade econômica e política pela qual passa o país. A gestora tem o controle das ações políticas e administrativas e faz um mandato que a credencia, inclusive, para alçar vôos mais altos na política.
Para quem sonhava com uma cidade estabilizada e refeita dos tantos males que inaptos gestores lhe causaram, fica a esperança da retomada do orgulho piranhense como nos belos versos, que dão título a este artigo, da não menos bela canção de Fernando Brant e Milton Nascimento. “Sonho feito de brisa, vento vem terminar...”

   
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Um discurso histórico de Renan contra o arbítrio

O senador Renan Calheiros (PMDB) decidiu usar a tribuna da Casa, na quarta (22), para fazer um discurso histórico contra a arbitrariedade sem precedentes que a Operação Lava Jato impõe a seus investigados, graças ao poder concedido pela mídia tradicional.
Renan falou sobre a enxurrada de inquéritos instaurados apenas com base em delações premiadas, criticou a postura irresponsável da força-tarefa de procuradores e policiais federais por conta de vazamentos que nivelam todos os atingidos, após terem sido selecionados de maneira seletiva, e pediu ao Supremo Tribunal Federal que exerça seu papel de guardião da Constituição e coloque "limites" nas investidas contra a presunção de inocência, entre outros direitos. 
O senador abriu o discurso dizendo que queria "esclarecer de uma vez por todas informações imprecisas que circularam e continuam circulando sobre investigações que tramitam no Supremo, muitas por 'ouvi dizer' de pessoas que nunca estiveram com os delatados."
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Renan disse que ele mesmo é alvo de inquéritos por causa de colaboradores da Lava Jato que o colocaram em situações delicadas. Esses delatores, continuou, foram agraciados com a anistia de seus crimes de lavagem de dinheiro roubado dos cofres públicos, muitas vezes na casa dos milhões. Tudo porque aceitaram implicar algum cacique político em seus depoimentos, sem qualquer prova material das supostas irregularidades relatadas.
"Como pode o Ministério Público, a pretexto de uma narrativa, de uma delação sem prova, conceder anistia? E pior: com essas decisões, possibilitar a lavagem de dinheiro público roubado? Isso é o fim do mundo, não pode continuar", disse Renan. E acrescentou: "Na verdade, a quantidade de delações é inversamente proporcional à substância que nelas se propaga."
Para o senador, embora tenha sido vedado aos membros do Ministério Público o uso da instituição "como instrumento de disputa política em benefício ou detrimento de quem quer que seja", a Lava Jato adota uma postura temerária, de caráter político-partidário, promovendo verdadeira perseguição a alguns alvos.
"Vários juristas de renome vem demonstrando preocupação com denuncismo e desinformação, com beneplácito de autoridades que protagonizam vazamentos seletivos de processos sob segredos de justiça jamais investigados ou sem tempo de concluir investigação, e manobras para trancar ou destrancar inqueritos de seus interesses."
Renan, que não poupou críticas a Sergio Moro ou ao procurador-geral Rodrigo Janot, lembrou do episódio do executivo da OAS que ficou preso por 9 meses, foi condenado pelo juiz de Curitiba a 11 anos de cadeia, e acabou sendo absolvido na segunda instância. "É o resultado triste da generalização de medir todos pela mesma regua, de não separar o joio do trigo, colocar na mesma vala o bandido e o inocente." 
"Há outros casos para colocar em xeque o método da prisão preventiva, de forçar delações, estratégia admitida sem qualquer reserva pelo Ministério Público e juiz de primeira instância, em muitos casos usurpando a competência do Supremo", disparou Renan.
"Nesse contexto, temos a desastrada operação Carne Fraca, deflagrada pela PF, MP e juizado de primeira instância e pela imprensa, com uma repetida veiculação que objetiva massificar a inverdade", disse Renan, lançando luz sobre o papel da imprensa nos espetáculos criados por procuradores e policiais federais.
"Temos agora até mesmo operações fantasmas. Digo isso porque ontem divulgou-se com alarde que endereços e pessoas próximos a mim estavam sendo alvos de busca e apreensão sem que absolutamente nada tivesse ocorrido. Reitero o que já disse várias vezes: considero a Lava Jato, como qualquer outra investigação criminal, intocável. (...) Mas ninguém, absolutamente ninguém está livre de críticas, nem a Lava Jato", acrescentou.
"Minhas críticas se dirigem a métodos que excedem fronteiras e são tidos por alguns, inclusive nesse parlamento, como mal necessário", comentou o senador. "Os meios maus corrompem até os melhores fins", ponderou.
Renan ainda avaliou que um magistrado não pode se comportar ao mesmo tempo como acusador e juiz sem que os defensores do Estado de Direito se levantem contra esse abuso de poder digno de um "inquisitor".
"Não é de sobressaltar quando ouvimos o juiz Moro dizer que o ex-presidente Lula não será candidato nem no Brasil nem em lugar nenhum, ou quando ouvimos [o procurador Deltan] Dallagnol dizer que até maio Lula terá de ser julgado e ser condenado porque não pode ser candidato à presidência da República. Aqui as práticas do século 19 se encontram com as do século 21", disparou.
Para o ex-presidente do Senado, o Supremo não pode "conviver" com os desmandos da força-tarefa, principalmente no que tange o vazamentos de informações à imprensa amiga, conforme defendeu Sergio Moro em artigo de 2004, sobre a operação Mãos Limpas, lembrou. "Tem que impor limite. Tem que guardar a Constituição."
Renan ainda criticou a postura de Janot, que diante do descontrole dos membros do MP  - criticado por ministros como Gilmar Mendes, ou visto com muita ressalva como o falecido Teori Zavascki - prefere atacar de volta, defendendo cegamente a Lava Jato, como se fosse uma operação acima da lei.


Do Jornal GGN 
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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Uma Câmara em descompasso com o estado de ânimo da população

Receio que a Câmara de Vereadores de Paulo Afonso tenha se transformado em uma instituição desarranjada de moral e bom senso, digo isso porque as ações parlamentares estão conjugadas com uma subserviência e bajulação nunca outrora vistas naquela casa.

Subserviência porque chega a ser humilhante o comportamento de viés servil aos desejos (ou deveria dizer caprichos) do prefeito. A Câmara, lamentavelmente, não se imiscui em assuntos cujo teor se contraponha às aspirações do Executivo, ainda que estes sejam notadamente de interesse público.

Bajulação porque já se tornou um ritual a concessão de títulos de cidadão, e o que é pior, sem qualquer critério, obedecendo apenas ao ego sedento de afeto dos “nobres” vereadores. Esta desarrazoada atitude da Câmara de Vereadores se apresenta nitidamente em descompasso com o grau de aceitação do pauloafonsino.

Os panegíricos apresentados naquele parlamento em favor de pessoas que não mantem o mínimo relacionamento com o município dão a exata medida do estado de puxa-saquismo no qual se encontra a Câmara de Vereadores.

Quando indagados a respeito do festival de títulos de cidadão pauloafonsino que a Câmara tem distribuído, alguns vereadores tentam justificar suas descabidas ações através do disparatado argumento de que apenas querem ser justos o que me faz citar Plutarco: “o cúmulo da injustiça é querer passar por justo sem ser”.

O fato é que a Câmara de Vereadores de Paulo Afonso há tempos se comporta de maneira contrária à razão, legislando em causa própria e à revelia dos anseios populares, assentada na bajulação e no servilismo, porém avessa a ética e a moral.


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terça-feira, 12 de maio de 2015

A Volta dos Mortos Vivos


Gosto de postar aqui no meu blog apenas textos de minha autoria, porém, de quando em vez, abro exceção para bons artigos como este escrito por Izaías Almada que republico abaixo. 




Escrevo ao som de panelas e gritos de crianças (coitadinhas) de “Fora PT”. O som, desagradável, incomoda mais pela ignorância, pela intolerância e pela tristeza de ver a que ponto pode chegar a manipulação de consciências.

Entorpecido pela campanha sórdida de uma imprensa que não pensa no país, mas tão somente em seus próprios interesses comerciais e corporativos, defendendo seu ultrapassado conceito de neoliberalismo como fruto de um pensamento e uma postura autocrática, para usar uma linguagem civilizada, e tendo ainda a seu favor a ajuda vergonhosa de juízes de direito que estão mais para capitães do mato e chefes de jagunços, o Brasil vem sendo aos poucos empurrado para a vala comum da idiotia, da intolerância, do preconceito e do ódio, se já não bastasse o baixo índice de politização de grande parte de sua sociedade.

Não é por acaso que o imortal que ninguém leu deita falação pelos jornais “convocando” o país a repudiar o ex-presidente Lula. Logo ele que abriu as comportas da Petrobrás para as grandes jogadas sem licitação e que, por pouco, não vende a empresa a preço de banana no mercado das almas. Ele que comprou a sua reeleição e que chegou com os apaniguados ao limite da irresponsabilidade. Ele e outros liderados de seu partido que outra coisa não fazem, após as eleições do ano passado, senão procurarem chifres em cabeças de cavalo. Hipocrisia em altíssimo grau.

Triste não é só ver tamanha hipocrisia, mas também o destempero ou a falta de competência para o cargo que ocupam ou ocuparam homens como Sérgio Moro, Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, a docilidade e a crença de muitos brasileiros, ingênua até certo ponto, na expectativa de que esses homens e boa parte do poder judiciário brasileiro estejam preocupados em julgar com isenção, imparcialidade e fazer minimamente aquilo que nós pobres mortais aprendemos a considerar como justiça.

Com a ajuda da imprensa, cidadãos são julgados sem culpa formada. Com a ajuda da imprensa, ela mesma envolvida em grandes atos de corrupção ao longo de nossa história, outros cidadãos com graves culpas no cartório são mantidos acima de qualquer suspeita, muito embora não consigam explicar suas contas em paraísos fiscais.

Triste é perceber que o país votou nas últimas eleições (estamos falando do décimo quarto ano do século XXI) para a composição de um poder legislativo conservador e tacanho, cujas principais bancadas no Congresso Nacional estão ali apenas para defender interesses próprios ou de grupos e empresas que contribuem honesta e patrioticamente para a campanha dos eleitos, esses também em sua maioria sem qualquer compromisso com a nação brasileira.

Triste é perceber que a palavra “corrupção” perdeu todo e qualquer significado no Brasil contemporâneo, uma vez que é usada e banalizada por um conjunto de cidadãs ou cidadãos das mais variadas profissões, credos religiosos, partidos políticos, apenas para tentarem desclassificar adversários políticos, já que ela é praticada em maior ou menor escala no país há dezenas de anos desde a compra de falsas carteirinhas de estudante ou do guarda de transito na esquina, até depósitos de milhões de dólares em paraísos fiscais, seja na conta de um diretor de empresa estatal ou em sonegação de impostos.

Um país de dimensões continentais como o nosso e de imensa riqueza seja ela natural ou aquela construída pelas mãos de milhões de trabalhadores com o passar dos séculos, até agora, repito, início do século XXI, ainda não conseguiu se libertar do espírito predador de nossos descobridores e colonizadores e muito menos do selvagem uso da chibata e do vil garrote, eterno garante das leis no Brasil. E garante também de uma cultura de submissão.

E assim, aculturados que somos, vivemos, sobretudo nossas chamadas elites, seja lá o significado que isso tenha, entre ditaduras explícitas e simulacros de democracia, num jogo de faz de conta vergonhoso, onde a luta de classes é varrida para debaixo do mesmo tapete onde há dezenas de anos apodrecem algumas das maiores maracutaias econômicas, políticas e sociais.

E são exatamente os responsáveis diretos por tais maracutaias que hoje incentivam as ruas desmemoriadas a pedir intervenção militar para “moralizar” o Brasil e acabarem com a corrupção, mas de um único partido, numa demonstração acachapante de ignorância histórica, pobreza cultural, má fé e oportunismo político. O recente exemplo da senadora Marta Suplicy com sua ressentida defecção diz muito sobre a matéria e a tal elite. Shakespeare já tratou do assunto com grande sensibilidade há quase quinhentos anos.

O recente e selvagem espetáculo dado por um governador ignorante, no estado do Paraná, amparado ou mesmo incentivador – talvez – dos desmandos e armadilhas judiciárias e policialescas que ali surpreendem o país no dia a dia, fazem vir à tona o que de mais retrógrado e covarde pode produzir os que nada têm a oferecer à sociedade brasileira senão a cantilena sobre a corrupção alheia, quando a sua escondem nas páginas dos jornais e ficções televisivas, acobertadas que são pelas mentiras, pelas intrigas e, se necessário, por cassetetes, jatos d’água e balas (por enquanto) de borracha.

Em Curitiba surgiu e se consagrou de fato o símbolo da direita brasileira, o pitbull, sucessor do pastor alemão dos anos 30 em Berlim. As fotos e vídeos que o novo e principal partido da direita tentou esconder do país, o silêncio de seus principais dirigentes ou, o que é pior, o apoio implícito de alguns deles às cenas de selvageria contra professores estaduais, coloca em alerta o Brasil, fazendo renascer na América do Sul as sinistras imagens de alguns mortos vivos.

Afinal quando irão botar fogo no Reichstag e colocar a culpa no Partido dos Trabalhadores? Nos negros, nos nordestinos, nos judeus? Estamos quase lá.

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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Um filme que é uma verdadeira prosa poética

O categórico absoluto carpe diem do poeta Horácio é a plataforma sobre a qual se apoia o encantador filme "Trem Noturno para Lisboa" (2013), do dinamarquês Bille August, adaptação do livro homônimo de Pascal Mercier. Com uma exuberante interpretação do ator britânico Jeremy Irons, o filme apresenta em seu Eu lírico uma busca incansável do professor suíço Raimund Gregorius pelo autoconhecimento.

Como uma epifania Raimund deixa a Suíça para trás e segue obsessivo para Portugal guiado pelos escritos de Amadeu do Prado (Jack Huston), escritor português que Raimund supunha estar vivo.

Tendo como paisagem a bela Lisboa, o filme oferece uma reflexão contemplativa de nossas ações durante a vida. Com um forte apelo poético "Trem Noturno para Lisboa" é, ao mesmo tempo, filosófico e repleto de indagações.


Um filme suave que foge aos clichês cinematográficos e sintetiza a beleza da vida de uma forma singela com um argumento absolutamente convincente.  
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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Os 50 anos da MPB

No ano em que a Música Popular Brasileira completa cinquenta anos, infelizmente não temos muito o que comemorar. Atravessando um dos piores momentos da sua história, a MPB sofre com músicas e letras insipientes, além de viver uma crise de intérpretes.

Se no momento em que o país atravessou um dos momentos mais cruciais da sua história surgiram canções que estão gravadas até hoje no inconsciente coletivo como: “Alegria, alegria”, “Ponteio”, “Disparada”, “Roda Viva” e “Domingo no Parque”, atualmente nós vivemos o avesso do avesso. E qual seria a resposta para a degringolada da música brasileira?    

É simples: calcados no colonialismo cultural brasileiro, os mais diversos e asquerosos gêneros musicais tais como: sertanejo, pagode, axé, funk e congêneres se espalham como vírus alavancados pelos novos padrões de mídia eletrônica de massa.

Os adeptos desses bisonhos gêneros musicais e suas inaudíveis canções mantêm-se aparvalhados com essa linha de produto midiático que nada mais é do que um símbolo de consumo massivo.

Até acho que faltou sensatez a Ed Mota em suas recentes declarações sobre seus shows na Europa, mas não posso, em hipótese alguma, acusá-lo de arrogante e preconceituoso por dizer que a música é um trabalho que deve ser realizado com seriedade.

As contundentes críticas impingidas a Ed Mota por aqueles que não concordam com essa afirmação fazem coro à mediocridade dos que acham que a música deve flertar com as asneiras, ignorância e idiotismo de “músicas” como muriçoca, cujo autor dever ter o cérebro localizado no aparelho digestivo.  


É uma pena que nos seus cinquenta anos a MPB esteja “caminhando contra o vento, sem lenço, sem documento” sujeita a vontade de um pai que é foda e de um filho que é fodinha.
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