No que deveria ser uma sessão legislativa onde o secretário municipal de Cultura é Eventos responderia a questionamentos dos parlamentares sobre gastos públicos, o que se viu foi um verdadeiro circo de horrores. A claque constituída por funcionários públicos municipais, deu um show de selvageria e torpeza, encenando o Teatro do Oprimido. Tudo isso sob o olhar complacente do frívolo presidente da Casa, Zé de Abel.
Abel não tem a menor capacidade de liderança e cognitiva para presidir um parlamento do tamanho da Câmara Municipal. Agiu como um boneco de ventríloquo do prefeito não respeitando, inclusive, o regimento interno segundo o vereador Celso Brito. Ao final da sessão, Zé de Abel parabenizou o Secretário Koka Tavares “pela sua coragem”. Ora! Coragem, presidente? Quer dizer então que um secretário municipal precisa de coragem para ir à Câmara? Por quê? Ainda mais com o circo montado? De fato, o presidente da Câmara é um verdadeiro Boi de piranha.
Quanto ao Secretário Koka Tavares, uma pessoa respeitável e de bom caráter, infelizmente saiu à francesa e fugiu, muitas vezes, das perguntas que lhes foram feitas. Cidadão de boa oratória e poder de persuasão, Koka driblou os questionamentos com uma dialética de dar inveja aos mais aguçados pastores neopentecostais.
Também chamou a atenção, os vereadores da base governista; estes não perderam tempo – apenas a vergonha – de mostrarem todo seu servilismo arrotando elogios vazios com a finalidade precípua de serem exaltados pela claque governista, demostrando claramente suas irrelevâncias no que diz respeito ao papel de fiscalizador do executivo.

