Quem circula diariamente pelas ruas de Paulo Afonso sabe que enfrentar semáforos apagados, com defeito ou simplesmente inexistentes em pontos estratégicos da cidade faz parte da rotina. O problema, antigo e recorrente, continua sem uma solução definitiva, apesar das promessas feitas durante a campanha eleitoral.
Com uma população superior a 100 mil habitantes e um trânsito cada vez mais intenso, Paulo Afonso ainda convive com uma quantidade considerada insuficiente de semáforos para atender à demanda da mobilidade urbana. Quando os poucos equipamentos existentes apresentam falhas, situação frequente, o resultado é um cenário de insegurança, congestionamentos e transtornos para quem precisa se deslocar pela cidade.
Durante a campanha, o então candidato e hoje prefeito, Mário Galinho, prometeu enfrentar esse problema e garantir melhorias na sinalização viária. O discurso alimentou a expectativa de que uma das principais deficiências da infraestrutura urbana seria finalmente solucionada. No entanto, passados quase dois anos de gestão, a realidade percebida pela população continua distante das promessas apresentadas no período eleitoral.
A permanência dos problemas faz crescer os questionamentos sobre as prioridades da administração municipal. Afinal, garantir um trânsito seguro e organizado não deveria ser apenas uma promessa de campanha, mas uma obrigação permanente do poder público. A falta de investimentos em novos equipamentos e a recorrência de falhas na manutenção revelam um serviço que ainda está longe de atender às necessidades da cidade.
Mais do que causar atrasos e transtornos, semáforos inoperantes colocam vidas em risco. Motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres passam a disputar a preferência em cruzamentos movimentados, aumentando a possibilidade de acidentes que poderiam ser evitados com uma sinalização eficiente.
Enquanto a gestão municipal não apresenta uma solução concreta para o problema, a população segue convivendo com um trânsito desorganizado e com a sensação de que uma promessa amplamente divulgada durante a campanha permanece, até agora, apenas no discurso.

