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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A resignação do PDT é a fonte de sua desgraça


Desde quando a ditadura militar extinguiu as agremiações políticas impondo ao país apenas duas legendas (MDB X ARENA) numa clara reprodução do sistema político estadunidense, os urubus de monturo da Aliança Renovadora Nacional, que sempre se afinaram com a direita ideológica, não perderam tempo em prestar vassalagem aos militares sempre rezando em sua cartilha para que, assim, se mantivessem do lado do poder.
A Arena marchou então em conluio com o despotismo e a truculência do regime militar sendo seus integrantes recompensados com as negociatas do poder pelo seu aval aos milicos. Mudando de nome de acordo com a conveniência (ARENA, PDS, PFL, DEM), a direita ideológica se encostou em Tancredo Neves quando findava a ditadura com o objetivo que lhe serve de guia até hoje: manter-se no poder.
E como a democracia nunca foi (e nunca será) o forte dos que se sustentem à base do fisiologismo, os oportunistas de plantão, leia-se a direita ideológica, votou contra a emenda Dante de Oliveira que restabelecia as eleições direta para presidente.
Em Paulo Afonso o oportunismo dessa direita conservadora e ideológica, tomou corpo com a eleição, em 1988, de Luís Barbosa de Deus. Sob a égide de Antônio Carlos Magalhães, o demista Luís de Deus impôs à cidade uma maneira burguesa de administrar sem, jamais, se alinhar com os setores populares da sociedade civil pauloafonsina.
Com a queda do carlismo e ascensão do domínio petista, Luis de Deus, oportunisticamente, como prega a cartilha da direita ideológica, acenou para Anilton Bastos filiar-se ao PDT fazendo valer a pecha de que a direita vende a mãe para se manter no poder.
Após meticulosa avaliação, o alcaide demista decidiu que o partido a ser usado para se aproximar do poder seria o PDT. O professor Sandro Gomes, presidente do PDT em Paulo Afonso, acreditou ingenuamente que a filiação do prefeito ao seu partido alavancaria a legenda em nível municipal. Ledo engano. Ao tomar a nuvem da direita ideológica por juno, o professor Sandro permitiu que o DEM municipal empunhasse a espada de Dâmocles.
Após distribuir os cargos do PDT com seu pessoal do DEM, Anilton, só agora, faz o professor Sandro enxergar que, de fato, “o tonel nunca perde o cheiro do vinho”  e o presidente municipal do Partido Democrático Trabalhista começa a entender que ao aliar-se a Luís de Deus e Anilton Bastos, ele se manteve entre Cila e Caríbdis. 
 

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