Reduto de bolsonaristas endinheirados da capital paulista trabalham para que Rodrigo Maia faça parte do governo. Deputado ocupa a presidência da Câmara desde 14 de julho de 2016, quando Eduardo Cunha renunciou ao mandato logo após o golpe contra Dilma Rousseff


Alçado à presidência da Câmara dos Deputados logo após o golpe contra Dilma Rousseff (PT), Rodrigo Maia (DEM-RJ) pode sair do cargo direto para um gabinete ministerial no governo Jair Bolsonaro, caso os desejos dos chamados “Faria Limers” – universo bolsonarista abastado e preconceituoso da capital paulista que virou alvo de escracho como capa da Veja SP – se concretizem.

Segundo a coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo deste domingo (18), está em curso uma articulação entre ministros do próprio governo e “gente da Avenida Faria Lima” para que Maia ocupe um ministério quando terminar seu mandato na presidência da Câmara.

No cargo desde 14 de julho de 2016, quando assumiu o lugar de Eduardo Cunha (ex-MDB) que renunciou antes de ser preso, Maia já tem um mandato mais extenso do que o de cargos eletivos no Brasil, cuja duração é de quatro anos e ainda manobra para tentar permanecer à frente da casa legislativa.

Segundo o colunista d’O Globo, Bolsonaro estaria consciente da articulação, que enfrenta várias obstáculos, incluindo os filhos e seguidores mais radicais do presidente.

Maia entraria em uma já planejada reforma ministerial, que deve ocorrer no início de 2021 e deve colocar para fora do governo os ministros Onyx Lorenzoni (Cidadania), Marcelo Álvaro Antonio (Turismo) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional).