Nova petição dos advogados de Lula traz diálogos que compõem verdadeiro manual do “lawfare”

 Moro e procuradores ocultaram provas de inocência de Lula, pressionaram testemunhas, divulgaram acusações falsas para abalar acusado, abriram denúncias simultâneas para ocupar a defesa e “bater em Lula”. Tudo premeditado


Os advogados de defesa do ex-presidente Lula encaminharam ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, uma nova petição, baseada em outros diálogos obtidos na Operação Spoofing.

As conversas mostram que a força-tarefa de Curitiba ocultou provas da inocência de Lula, pressionou testemunhas a incriminá-lo e abriu acusações para ocupar a defesa.

Em dos trechos do documento, a defesa do ex-presidente relata: “A ‘lava jato’ negou à imprensa informações sobre o Acordo de Leniência da Odebrecht, ‘NA MESMA LINHA DAS PERGUNTAS DA DEFESA DO LULA’, porque seus membros sabiam que esse documento foi produzido com manifesta violação aos Acordos celebrados pelo Brasil com os Estados Unidos e a Suíça em matéria de cooperação penal — que são Acordos Internacionais aprovados pelo Congresso Nacional e promulgados pelo Presidente da República na forma da Constituição da República”.

“Trata-se, ainda, de mais uma evidência de ocultação de provas exculpatórias (ocultação de provas de inocência) da Defesa do Reclamante e da ocultação da verdade, pela ‘lava jato’, desse Supremo Tribunal Federal. Trata-se, ademais, de clara situação de violação da soberania do país”, relata outro trecho.

“Tudo em cima do Lula”

As mensagens também mostram que poucos dias antes de formalizar a primeira denúncia contra Lula, “após intensa cobrança de SERGIO MORO, que exercia o papel oficial de ‘juiz’, mas, na verdade, era o comandante de fato do órgão acusador — os procuradores da ‘lava jato’ definiram que era preciso ‘bater, bater e bater’ em alvos pré-definidos. Para além disso, o procurador da República DELTAN DALLAGNOL foi enfático: ‘TUDO EM CIMA DO LULA e outros alvos pretéritos’”.

Segundo a defesa de Lula, novas evidências de que a Lava Jato “promoveu uma cruzada ilegal contra o Reclamante. Discussões dias antes da apresentação da denúncia do ‘triplex’ — objeto de um powerpoint exibido em rede nacional e com repercussão internacional — mostram que a ‘lava jato’ tinha plena consciência de que não dispunha de qualquer prova de culpa contra o Reclamante e que não dispunha de qualquer evidencia de destinação de percentuais de contratos da Petrobras para o Reclamante”, esclarece.

Ainda de acordo com os advogados do ex-presidente, “os próprios membros da Lava Jato consideravam, em chat privado, a acusação ‘capenga’. Na véspera da denúncia, os membros da ‘força tarefa’ também discutiam a inexistência de elementos para acusar D. Marisa Letícia, que poderia, segundo eles, ‘sujar o polo passivo’”.

“Vale dizer, a ‘laja jato’ escondeu provas de inocência do Reclamante, sabia que os contratos mencionados na denúncia não tinham qualquer relação com o Reclamante ou com sua falecida esposa, mas preferiram levar adiante a empreitada para atingir fins políticos adrede definidos, até porque sabiam que o ‘juiz’ não iria apresentar qualquer óbice para o processamento da peça acusatória — ao contrário”, diz outro trecho da petição.

Ocultação de conversas

As novas mensagens revelam, ainda, a ocultação de conversas interceptadas de terminal usado por pessoa que foi arrolada como testemunha de acusação no caso do triplex.

“Material foi suprido porque na visão do procurador da ‘lava jato’ o ‘DIÁLOGO PODE ENCAIXAR NA TESE DO LULA DE QUE NÃO QUIS O APARTAMENTO. PODE SER RUIM PARA NÓS’. Mais uma situação de ocultação de prova exculpatória (ocultação de prova de inocência) da Defesa Técnica do Reclamante”, afirma a defesa.

“Prática de atos ilegais com o claro objetivo de que o moral do Reclamante fosse ‘consumida (sic) aos poucos’, antes que ele fosse ‘preso’. A ‘lava jato’ fez um ‘plano Lula’, segundo apontam as novas mensagens analisadas, para tentar superar a ausência de qualquer prova de culpa com ações que pudessem render ataques midiáticos”, conta outro trecho.

“Novas mensagens revelam realização de ‘reunião para enquadrar colaboradores’ que na visão da ‘lava jato’ prestaram depoimentos ruins contra o Reclamante e, ainda, planos para fazer a OAS, de Leo Pinheiro, ‘MIJAR SANGUE PARA VOLTAR PARA MESA’”.

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