O ex-ajudante de ordens está preso desde maio após a operação que investigava a inserção de dados falsos sobre a vacinação de Jair Bolsonaro


Foto: Alan Santos/PR

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a prisão do tenente-coronel Mauro Cid, após pedido de soltura feito pela defesa do ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Mauro Cid está detido desde o início de maio e vai prestar um novo depoimento à Polícia Federal nesta sexta-feira (30).

O ministro considerou que a revogação da prisão do militar poderia prejudicar o andamento das investigações, possibilitando a obstrução da produção de provas, como a destruição ou ocultação de evidências e até a comunicação com outros envolvidos.

A decisão do ministro é do dia 25 e está sob sigilo. O ministro também decidiu manter a prisão de Max Guilherme de Moura, Sergio Cordeiro e Ailton Barros. Segundo o Moraes, as investigações até o momento indicam que os investigados participaram de um esquema criminoso, incluindo a possibilidade de golpe de Estado.

Mauro Cid foi preso após uma operação da Polícia Federal, que investigava a inserção de dados falsos no sistema do Ministério da Saúde, sobre a vacinação de integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O depoimento desta sexta do ex-ajudante de ordens faz parte das investigações dos atos antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro. A PF encontrou no celular dele o roteiro para um golpe de Estado e diálogos de teor golpista com pessoas próximas a Bolsonaro.


Por Metro 1