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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Não se vive sem cultura



Desde meados da década de 90, quando findou o pró-ativo movimento cultural denominado Modernismo, a letargia cultural tem reinado em Paulo Afonso. O município não tem sequer uma secretaria de cultura que seja única, desvinculada de outras pastas para que possa desenvolver ações específicas da área. O Centro de Cultura da cidade não apresenta o mínimo de infra-estrutura adequada às apresentações cênicas ou musicais tamanha é a deficiência acústica do espaço, além de que não existe ar refrigerado, haja vista que o ambiente é amparado por um antiquado sistema de ventilação.

Uma cidade sem cultura, é uma cidade sem história e certamente Paulo Afonso não se enquadra nesse conceito. O último mês de julho foi especialmente rico para Paulo Afonso, culturalmente falando. Expoentes da música nacional como A Cor do Som, 14 Bis e Clã Brasil marcaram a cena musical. Exposições, pinturas, xilogravuras e literatura entre outras artes puderam ser apreciadas e o que é melhor: gratuitamente.

Na segunda quinzena de agosto, a cultura se apresenta para os pauloafonsinos ainda mais efervescente. O Serviço Social do Comércio (SESC) a partir do dia 20 apresentará, no auditório do Memorial da CHESF, a Mostra 1959, O Ano Mágico do Cinema Francês. A abertura do evento será feita pela professora-mestra Alessandra Gomes, da Universidade Federal do Recôncavo Baiano que irá proferir a palestra O Político e o Pedagógico na Nouvelle Vague Francesa. Em seguida será exibido o filme Os Incompreendidos do genial François Truffaut.

Fotografado em preto-e-branco, Os Incompreendidos acompanha o percurso de um garoto de 12 ou 13 anos pela Paris do final dos anos 50. A criança está sempre se metendo em encrencas, e vem daí o título original, Les 400 Coups – uma expressão idiomática francesa que pode ser traduzida por “pintar o sete”. Imperdível.

No dia 21 às 15h será a vez de “Hiroshima meu Amor” (Alain Renais) e às 18h “Pickpocket” (Robert Bresson). No dia 22 às 15h o público assistirá ao filme “Quem matou Leda?” (Claude Chabrol) e ainda no mesmo dia às 18h “Acossado” (Jean-Luc Godard). A mostra tem classificação de 16 anos e terá entrada franca.

O Projeto Sonora Brasil do SESC, cujo objetivo é formar ouvintes musicais, é outra bela opção cultural e que apresentará em Paulo Afonso, também no Memorial da CHESF, o Conjunto Gyn Câmera (GO) com o concerto “Música Brasileira do Século XX – A Obra de Cláudio Santoro e Guerra Peixe” no dia 27 com entrada franca.
O cinema e a música, que sempre caminharam juntos formando um par perfeito entretendo e emocionando corações das mais diversas gerações, estarão a partir do próximo final de semana no menu de atividades da cidade que, aos poucos, desperta dessa quase perene apatia cultural.

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