Cientista político questiona metodologias do Ibope presidencial: 'Não são comparáveis'

O cientista político, e escritor dos livros "A Cabeça do Brasileiro" e "A Cabeça do Eleitor", Alberto Almeida questionou o resultado apresentado ontem (1º) pela pesquisa Ibope na disputa presidencial.
Segundo o especialista, o instituto mudou a metodologia da aferição e os dados apresentados não podem ser comparados aos demais que a empresa realizou. 
"O Ibope modificou o filtro da entrevista. Na pesquisa de ontem não foi entrevistado quem não votou nas últimas eleições. Por isso, a rigor, os resultados não são comparáveis", escreveu, no Twitter.
Ainda de acordo com ele, o Ibope mudou também "a posição no questionário da pergunta de rejeição dos candidatos". "Na última pesquisa ela foi antecedida por uma pergunta sobre o apoio de Lula, na penúltima não foi assim", disse. No texto, ele ressalta que todo levantamento tem "viés", mas reafirma que as modificações no questionário mais recente prejudicam os resultados.
Em nota, o Ibope negou alterações no filtro e disse que a modificação apontada por Almeida é “usual”: “É realizada desde 2014 e considera eleitores votantes, contabilizando a média histórica de abstenções”.
A pesquisa mostrou que o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, subiu quatro pontos em relação ao último levantamento. O censo aponta que o capitão reformado do Exército apresenta 31% das intenções de voto. Fernando Haddad (PT) apresentou 21% e se manteve no índice anterior. Já Ciro Gomes (PDT) apresentou oscilação de 12% para 11%.
O registro da pesquisa no TSE é BR- 08650/2018.

 

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