Varíola do macaco: quatro casos suspeitos em Alagoas

O período de incubação da doença é de seis a 13 dias, mas pode variar de cinco a 21 dias - Foto: REUTERS


 Quatro casos suspeitos de monkeypox (varíola dos macacos) estão sendo investigados em Alagoas. Segundo a assessoria do Hospital Escola Dr. Helvio Auto (HEHA), o hospital recebeu no decorrer dessa semana, quatro pacientes com sintomatologia suspeita, mas até o momento nenhum caso foi confirmado.

Nenhum paciente avaliado necessitou de internação e estão aguardando os resultados dos exames em isolamento domiciliar. Dos quatro pacientes, três são adultos, sendo dois homens e uma mulher, e um é uma criança do sexo masculino. As idades dos pacientes não foram divulgadas.

Ainda de acordo com a assessoria da unidade, os pacientes foram submetidos à colheita de amostras pelo Lacen para investigação laboratorial, seguindo as orientações do Ministério da Saúde e fluxo determinado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

PRIMEIRA MORTE

A primeira morte por varíola dos macacos no Brasil foi confirmada na sexta-feira (29) pelo Ministério da Saúde (MS). A vítima foi um homem de 41 anos com imunidade baixa e comorbidades, incluindo câncer, que levaram ao agravamento do caso. Ele estava internado em um hospital público de Belo Horizonte (MG). A causa do óbito foi choque séptico, agravada pela varíola dos macacos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já declarou a varíola dos macacos como emergência de saúde pública de interesse internacional. Conhecida internacionalmente como monkeypox, a doença, endêmica em regiões da África, já atingiu neste ano mais de 20 mil pessoas em 77 países.
A varíola dos macacos é uma zoonose (vírus transmitido aos seres humanos a partir de animais). Segundo a OMS, o período de incubação da doença é de seis a 13 dias, mas pode variar de cinco a 21 dias.

Especialistas dizem que o contágio pode ocorrer através do contato próximo com lesões de um infectado, fluidos corporais, gotículas respiratórias e superfícies contaminadas. Mas um estudo publicado na 3ª feira (26.jul.2022) pelo New England Journal of Medicine afirma que 95% das transmissões se dão em relações sexuais.

De acordo com os dados, 98% das pessoas diagnosticadas com a doença eram homens gays ou bissexuais, 75% eram brancos e 41% tinham o vírus HIV. Suspeita-se que apesar de a doença não ser uma IST (Infecção Sexualmente Transmissível), foi transmitida por contato sexual em mais de 95% dos casos. De 377 pacientes, 109 (29%) relataram ISTs coexistentes.

Os sintomas são semelhantes, em menor escala, aos observados em pacientes antigos de varíola: febre, dor de cabeça, dores musculares e dorsais durante os primeiros cinco dias. Depois, aparecem erupções - no rosto, palmas das mãos e solas dos pés -, lesões, pústulas e finalmente crostas.or enquanto, a Organização Mundial da Saúde não recomenda a vacinação em massa. No momento, a recomendação é da imunização de trabalhadores da saúde, principalmente os que fazem amostra, e contactantes de pacientes infectados.

O Ministério da Saúde pediu 50 mil doses de vacinas para a OMS. Elas devem chegar em duas remessas, nos dias 1º de setembro e 1º de outubro.


Por Tribuna Independente

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