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terça-feira, 30 de novembro de 2010

O Trânsito na cidade sem lei


Os problemas no trânsito de Paulo Afonso se multiplicam em ritmo maior que o crescimento da cidade. Imprudência dos motoristas, ruas congestionadas, ausência de vias expressas e presença de flanelinhas são alguns dos motivos que testam os limites da paciência dos motoristas. A frota de veículos da cidade aumenta de forma intensiva a cada ano e como não poderia deixar de ser, a cidade sente os reflexos desses aumentos - uma vez que nossa malha viária urbana permanece completamente estática, com pouquíssimas alterações.

A situação está cada vez mais precária. A principal artéria de tráfego local, o polígono compreendido entre a Avenida Getúlio Vargas e a Landulfo Alves, tem em seu leito caótico um trânsito confuso e desordenado que inclui, além dos moto taxistas, cujo comportamento é de total desrespeito ao trânsito, inúmeras carroças de burro e até carros de frete de todos os tipos que não respeitam a área a eles destinada.

Falta de respeito às leis do trânsito e imprudência tanto dos motoristas quanto dos pedestres caracterizam o estado deplorável no qual se encontra o trânsito de Paulo Afonso. É comum encontrar menores dirigindo, motoristas com crianças no colo e celulares ao ouvido, tudo isso às vistas dos agentes de trânsito que por sua vez nada podem fazer, haja vista que a prefeitura ainda não licitou sequer a empresa que processa as multas.

No abominável trânsito de Paulo Afonso muitos motoristas dirigem como se o mundo fosse deles e agem como se no trânsito não existissem outras pessoas. Estacionam ao bel prazer em qualquer lugar mesmo que não seja permitido, motociclistas empinando motos à frente dos carros entre outros abusos que acontecem com elevada freqüência.

O Código Brasileiro de Trânsito, em vigor há treze anos, é um ilustre desconhecido dos motoristas pauloafonsinos que se sentem acima da lei. O código é apenas uma lei. Sua aplicação esbarra nos vícios da Justiça, na inoperância e morosidade dos poderes constituídos e na falta de ação administrativa efetiva. Além de fiscalização intensa, é necessário investir em conscientização e em um trabalho educativo, para que os repugnantes motoristas de Paulo Afonso utilizem o trânsito de forma racional.

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