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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Uma imprensa sem identidade


É lamentável o fato como a imprensa municipal pauloafonsina - alheia a todo e qualquer senso comum da ética jornalística – tem se tornado um autêntico fac-símile da administração pública. Sob os auspícios dos cofres públicos, a imprensa se desalinha da moral que é peculiar a quem vive de informar.

Os veiculos da mídia local, com raríssimas exceções, desempenham a função de porta-vozes da prefeitura como se fossem estes uma extensão da assessoria de comunicação do executivo.

Porém, algo hilário, para não dizer tragicômico, aconteceu recentemente em um periódico. Aguçado pelo seu senso de subserviência, o “jornal” destacou a seguinte manchete em uma de suas matérias de capa: “MINISTRO NEGROMONTE, ATENDA A SOLICITAÇÃO DE ANILTON E LIBERE VERBA PARA AMPLIAR OU CONSTRUIR UMA NOVA PONTE!” Exatamente assim, usando um vocativo para interpelar o ministro, além de que todas as matérias da capa são uma verdadeira impressão da página eletrônica do órgão governamental.

Tal aberração me fez lembrar um pensamento de Francis Bacon que diz o seguinte: “A baixeza mais vergonhosa é a bajulação.” E, infelizmente, é assim que se porta hoje a imprensa pauloafonsina que, a considerar pelas suas atitudes do não cumprimento do dever que lhe cabe perante a ética jornalística, moral e social continuará a procurar, perscrutando, a própria identidade perdida.

Para que a imprensa local não perca o rumo do caminho que escolheu trilhar, lembro que no próximo dia 20 de dezembro é comemorado, informalmente, o dia do puxa-saco. É o dia limite para o pagamento da segunda parcela do 13º salário. Quem sabe seus editores não serão agraciados com um presentinho de nata?

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